Topo

sábado, 12 de Abril de 2014






Hoje o dia acordou
Mais alegre do que eu,
Preferia-o cinzento,
Semelhante a um abraço solidário.
Mas o tempo não tem
Que saber do meu cansaço
E o dia não nasce
Vestido das minhas mágoas.

A mim,
Pareceu-me que o Sol espraiava
Um laranja atónito,
Um tom quente a lembrar
O fogo da paixão
Num silêncio cortante
Entre o erro e a razão...

A mim,
Pareceu-me que o dia preconizava
A liberdade e o amor
Na linha do horizonte onde o Sol
Todos os dias se põe!

11.04.2014




* Reservados todos os direitos de autor ®




domingo, 15 de Dezembro de 2013




Ainda assim,
Eu poderia mergulhar
Nos mares tenebrosos da incerteza
E deixar que fosse o tempo
A devolver-me as rédeas da vida...
Mas, 
Curto é o instante
Do semblante da noite
Quando veste o meu olhar,
E não me deixo mergulhar!



27/09/2011

* Reservados todos os direitos de autor ®




sexta-feira, 26 de Julho de 2013


Foto de Fernanda Ferreira


Sim, é verdade, 
Entardeci a par 
E com a linha do horizonte, 
Ela foi-se desvanecendo lentamente 
Por forma a que o luar 
Pudesse ser o rei da noite, 
E eu, 
Envolvida pela magia do momento, 
Percorri lembranças, 
Chorei memórias, 
Sorri esperanças... 
Mas, 
Não assenti que o ocaso 
Me furtasse a lucidez 
E conscientemente 
Deixei-me aprisionar 
Por uma saudade apetecida
A roçar a brevidade espontânea, 
Paredes meias com a vida!


24.07.2013
* Reservados todos os direitos de autor ®




segunda-feira, 22 de Julho de 2013


Imagem via net


Voltarei a escrever-te
Sempre mais uma vez
Ainda que as palavras se repitam
E ao sentimento nada se acrescente.
Voltarei para falar-te
De amor e saudade,
Do rio que passa em liberdade
Ou das andorinhas
Que sempre regressam ao mesmo lugar.
Voltarei a falar-te do Sol,
Do vento e da chuva,
De um sorriso, de uma lágrima
Ou de uma escusa.
Voltarei para falar-te do mar,
De verdades, inverdades
Ou histórias de encantar.

Voltarei a escrever-te simplesmente
Porque a vida a ti me prende...

Voltarei a banhar-te de alegria,
A vestir-te de sonhos,
A rabiscar-te com utopias
E o ponto final
Que sempre terminará cada texto,
Nunca será o último
Enquanto a vida me quiser
Deste lado material do mundo
Onde em ti me exponho
Sem reticências ou qualquer pudor.
E saberei sempre falar de amor,
De uma rosa ou de um espinho,
De uma viela ou de um caminho,
Do traço descontínuo da vida
Ou da frieza com que ela termina.
E repetir-me-ei talvez
Numa teimosia deliberada
De afinco aos meus ideais
E amor à poesia.
Mas o certo,
É que voltarei a escrever-te
Do mundo, da fome, da guerra
E de tudo o que mais me aprouver
Enquanto a vida me quiser.



13/07/2013
* Reservados todos os direitos de autor ®

quinta-feira, 2 de Maio de 2013




Trazes no olhar
Maio ainda envergonhado
Mas Abril, no teu peito ainda pulsa
E as sementeiras que são gritos
Do teu trabalho 
E as águas límpidas
De um riacho que não se escusa...

Mesmo que as andorinhas
Regressem em bandos celestiais,
Abril, não fenece
Na força de quem labuta
E os vendavais serão como ecos ancestrais
E o Mês de Maio,
O diário de antigas lutas.

Somos um povo
De fé, rigor e ideais
Envenenado por inverdades
Que nos enlutam...
Somos um povo
Que se move com destreza
Na incerteza que madrigoa o amanhã
E é na verdade
Que demove qualquer displicência

Que desponta o brilho
E o aroma das manhãs!



2/05/2013
* Reservados todos os direitos de autor ®





terça-feira, 26 de Março de 2013




Entre o reflexo de um ocaso 
Que o tempo olvida, 
Acontece sem abraço 
Uma despedida... 
E a vida prossegue 
Com a cor do momento, 
Porque o tempo não ama, 
Não chora e não sente... 
E invoco memórias 
Entardecidas de saudade, 
Histórias de vida
Que são só minhas... 
E no espectro solar
 Que depura um ocaso, 
Componho um abraço
De despedida!


26/03/2013
* Reservados todos os direitos de autor ®





terça-feira, 19 de Março de 2013




É nestes dias
Em que até o calor me gela os dedos,
Que o sentimento me entorpece
Espraiado no que escrevo.

É nestes dias
Em que o meu Sol não desperta,
Que a inspiração é a melancolia
Do mais triste que a vida encerra.

É nestes dias
Que em esboços já baralhados,
Me confundo com nostalgia
Em pensamentos desfocados.

E é nestes dias
Que já não sei o que digo e penso,
Que te recordo nas fotografias
Entrasgada em lamentos!



22/09/2008
In Ave Sem Asas

Imortalizar este amor e grita-lo ao mundo, deixa-nos mais leves e reconfortados, já que são as lembranças que proliferam em nossos corações, quem alimenta esta saudade ávida do carinho agora proibido.
Amo-te Pai!
* Reservados todos os direitos de autor ®




terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013



Ao livro da vida que me ofereceste
Acrescentei a tua imagem com paixão,
Encapei-o com a força com que soubeste
Transmitir-me tanto amor e união!
Folheio agora as suas páginas passo a passo
Na tentativa de recordar-te, ver-te enfim,
Lá tristemente só te vejo os traços
Mas a mensagem, essa, permanece em mim!
Apagar Pai Querido o que almejaste
Nos memorandos deste livro a quem amaste,
É tarefa impossível de conseguir…
Serei página deste livro que me deste,
Serei folha que em vida tu escreveste,
Serei capa de outro livro que há-de vir…
12/01/2009
In Ave Sem Asas

DEDICADO AO MEU PAI, FALECIDO A 26/02/1999



domingo, 24 de Fevereiro de 2013


Eu sou livre e tu também, 
O tempo, é o monogénio da vida. 
Só amo, o que me faz livre... 
Entre um reflexo e um ocaso, 
O tempo se esquece, 
Há que aproveita-lo com cor... 
Quanto mais cedo o soubermos, 
Melhor!!!


24/02/2013
* Reservados todos os direitos de autor ®