Imagem do Google O PASSEIO DA BOAVISTANão quero disfarçar a amargura
Que destila os meus sonhos com avidez,
Permanecer serena, calma e segura
Nesta falsa e irónica pacatez.
Não posso apreciar só o Sol
E encantar-me com o desabrochar das flores,
Ignorar tudo à minha volta, em meu redor
E viver unicamente as minhas dores.
Não quero omitir a revolta
Que me mata todo e qualquer desejo,
Não albergo as crianças que o mundo ignora,
Não sou a luz que as afaga e protege...
Mas insisto em gritar a insegurança
Dos seus temerosos e frágeis passos,
Amar o rosto de toda e qualquer criança
Que procure indefesa um regaço.
Não posso escrever só o amor,
Fantasiar no mundo o paraíso,
Pintar nas crianças de azul a dor
Que lhes mancha o brilho de um sorriso!
Ana Martins
Escrito a 14 de Março de 2009







40 comentários:
Aninha:EXCELENTE poema dedicado à dor alheia.Às crianças, esses seres tão indefesos e por vezes(Tantas!)tão mal tratada!!Esta poesia denota toda a sensibilidade que o teu coração alberga.
Tomaramos que o Mundo(pelo menos o das crianças),fosse um paraíso.Mas não!!Muitas, enfrentam o mar encapelado, muitas acabam por sucumbir na ferocidade das vagas altas!!...
Nunca devemos calar a nossa revolta, por isso e para isso um dia se soltaram as amarras!!....
Mais um belo poema minha Aninha amiga
Beijinhos...Muitos
**Obrigada pelo teu comentário ao meu trabalho
Sensível, lindo...não podemos mudar mundo, mas podemos fazer bem feito a nossa parte, ao menos faremos diferença para alguns.
beijos
Muitíssimo belo Ana...
Palavras doces e comoventes, que contagiam a qualquer um que as ler.
Beijinhos,
Cris.
Uma poesia que clama ao mundo e nos faz refletir sobre os cuidados que devemos ter com nossos filhos. Belo e singelo.
Estou comentando linkado no meu novo blog(o outro continua de vento em popa) dedicado especialmente à literatura de cordel. Seria uma honra receber sua visita também nesse meu novo espaço virtual.
Poético abraço do amigo Gilbamar.
Ana, intemporariamente estamos em sintonia!
Belo poema/reflexão, que nos põe a pensar...
Beijinho terno
Dei uma olhada no seu cantinho e prendeu-me a atenção este poema que foca um problema actual e de sempre.
Infelismente há muitas injustiças com as crianças eu como família de acolhimento sei do que falo. Gostei do seu post. Vou voltar. Bjo
Querida Ana,
Gosto muito do que escreves mas este poema aqui está demais.
É isso mesmo amiga. Como podemos nos alienar das outras dores? É isso mesmo amiga. Temos que nos conscientizar que existem outras dores além das nossas. E algumas dessas dores são ainda maiores do que as sentimos. Nada incomoda mais do que ver crianças em sofrimento. Todo sofrimento humano deveria chamar nossa atenção, mas as crianças são tão frágeis, tão à mercê de pessoas inescrupulosas, irresponsáveis, desumanas.
Um forte abraço pra ti Ana.
PRECIOSO POEMA!!!...desgraçadamente muitíssimos não podem sorrir, desfrutar a niñéz, são isso que nos escreves frágeis!!!
Abrazos enormes y besos Anita
Dura realidade da vida, e temos mesmo que dizer dessa nossa indignação. Mas pequenos diante de tanta desumanidade, resta-nos fazer o melhor possível, amar e mais amar, e fazer da poesia também um pouco dessa luta pelo encanto da vida. Belo poema. ney/
Ana Martins. Obrigada pelo coment.
Esse mundo dos blogs é um mistério, mas tb é um desafio. Há mais coisas entre o céu e a terra do que pode supor a nossa vã filosofia.
Fico feliz em ver que você também olha o social. Não podemos ficar apenas falando de arco-íris e de flores, nem de como a borboleta tem asas coloridas. A existência é feita de nuances, e a dor alheia é uma faceta desse diamante chamado vida.
Ana! Excelente a forma como abordaste a criança neste poema,devemos cuidar sempre e estar atento ao mal que rodeia as nossas crianças.
Beijinho.
Um belo poema dedicado às nossas crianças, que não raras vezes negligenciamos a sua guarda e os perigos vários a que estão sujeitas, sem esquecer as suas palavras poeticas
"Não posso apreciar só o Sol
E encantar-me com o desabrochar das flores,
Ignorar tudo à minha volta, em meu redor
E viver unicamente as minhas dores."
Lindo, adorei muitos parabens amiga. Beijinho
O teu poema é a sensibilidade profunda de um Ser muito bonito. Gostei imenso, Ana. Beijinhos.
Verdade!
A arte tem suas nuances e suas formas, todo nos é lícito!
achei teu poema muito bom e concordo em tudo o que ele traduz!
beijos
Davi
Muita sensibilidade, e poesia apesar de ser triste,
parabéns pelo teu talento,
abçs netunianos
Ana, querida amiga, manchar o brilho do sorriso de uma criança é muito doloroso. Será que não estamos sendo coniventes com todo esse descaminho que vemos, criticamos e pouco fazemos para extinguí-lo? Vamos (vou) reagir. Afinal são o retrato do nosso futuro.
Carinhoso beijo. Manoel Eduardo - Brasil.
Ana...Que dizer? Emudeci e minhas mãos ficam paradas...Alias é hábito ao ler teus belos poemas com conteúdo humanitário. Eu fico emocionada...O tema já emociona..E a beleza, a limpidez dos teus poemas...É sensacional! Quer saber? Voce tem dom e esta maestria. Grande mulher e poetisa!
* Ana, não é apenas os selinhos que tenho a honra em lhe oferecer. É minha admiração, carinho e gratidão por este elo, esta amizade que une nossos corações.
Enorme abraço amiga!
Amiga Ana
Que belo poema. belos sentimentos
pela dor alheia e mais importante, a preocupação pelas crianças, esses Seres indefesos.
Adorei, minha amiga.
Um Beijo
Alvaro
Oi, Ana;
Este teu belo poema é o abrir ao mundo este teu coração sensivel de amor... De amor por ti e pelos outros. De amor pela vida, de amor porque quem necessita desse amor, de amor pelas crianças, pelo futuro da humanidade...
Esse teu grito de alerta para uma degradação anunciada da mente humana que cada vez mais esquece o significado da palavra amor, merece que seja lido e refletido para amolecer as pedras duras de muitos doutos em psicologia da vida.
Lindo, Ana, muito lindo e profundo de ensinamentos.
bjs
Osvaldo
Querida Amiga Ana Martins,
Lindíssimo poema de solidariedade para com a dor alheia, especialmene, para com a dor das crianças. Parabéns já é uma palavra que não exprime aquilo que sinto.
E este poema estimula-me a responder-lhe com um poema também, pode ser?
Não podes der alheia à dor
Que grassa no mundo indecente
Mas podes ser tu o tal amor
Que muda a vida pacientemente
Sê tu a mudança que queres ver
Existir neste mundo degradado
E serás um ponto do eterno SER
Que irradia para todo o lado
Essa mudança começa mesmo em nós
E há-de chegar o tal momento
Que das estrelas seremos os pós
Que inundará o nosso firmamento
Pensa, age, acarinha e embala
Cobre-te de Ética e de compaixão
Tem sempre pronta a tua mala
E parte à procura do teu coração
Muito obrigado pela sua visita lá num dos nossos espaços.
Um grande abraço
José António
*
belo post,
parabens Ana,
,
o que é o belo ?
um sorriso de criança !!!
o que é a dor ?
uma criança triste !!!
,
conchinhas serenas
,
*
....
Ana,
Nas estrofes deste poema fica um grito de protesto a que, as crianças - tão sem voz - têm direito. Todas as vozes, daqueles que se preocupam, juntas não bastam para que
O mundo acorde e minimize as dores de cada criança.
Cada lágrima duma criança será sempre um dedo acusatório contra o mundo e a sua indiferença face aos pequeninos.
Os poetas, cada poeta, tem obrigação de ser a voz das crianças que sofrem.
Um abraço
Uma das poesias que mais gosto de ler nos blogs que visito...Estou aqui. Beijo
Tuas palavras nesse poema retrata a dura realidade.
Como seria bom que mundo das crianças fossem só poesias e não amarguras!!!!
Bom findi
Sonia
Não podemos ser negligentes de forma alguma. Concordo com os versos.
Direto do Brasil.
Beijos.
Maravilhosas palavras, a impotencia quando nos vemos sem forças para proteger e ser protegido e medo de causar dor por atos não medidos.Todoas palavras verdadeiramente postas de forma mais belas e esplendidas!
Parabéns!
Beijo, boa semana!
Ana querida, seus versos são duma realidade, ode até o sol fica escondido dentro de você, meus parabéns.
Deixo uma mensagem, e um aviso, que vou estar ausente uns dias, Efigênia Coutinho
Antes de ser Mãe
Antes de ser Mãe,
a vida tem “ditado” como devemos nos comportar diante das diversas situações,segmentos da sociedade...
Tornarmos alguém que vive mecanicamente e com o foco destoante do seu projeto,objetivo original de vida.
Existem escolhas... Algumas vezes o tempo não nos permite fazer opções na vida ou de acordo com a situação vivenciada, mudamos de foco...
Essas e muitas outras escolhas,questionamentos fazem parte dos momentos de reflexão do ser humano que um dia escolheu ter um lar, nutrir a vivencia das relações de casal e para dar segmento na vida, constituir família de forma eficaz, dinâmica e saudável...
Hoje, eu consegui alcançar e fechar um ciclo da minha vida...
fui Mãe, e estou sendo Avó...fechei um ciclo de vários outros que foram almejados...
não é fácil administrar tantas vertentes e perspectivas, tantos alvos e objetivos, diante de um só caminho que é a busca da felicidade, vitorias e sucessos...
Não nascemos com ou encontramos um “manual da vida”... a vida é um labirinto de caminhos e sempre nos questionamos o que fazer... como proceder e como agir... em muitos momentos estamos perdidos, andando sem rumo e muitas vezes, distantes e destoante do que realmente acreditamos... no entanto criamos metas, naquilo que deve ser prioridade na vida do ser humano.. os filhos... o significado da palavra filhos é tão simples que não acompanha a grandeza da palavra. Hoje a minha netinha Isabella tem a prioridade nas nossas vidas...
hoje a Isabella é e sempre será a primeira...
a Isabella é linda... linda...
e mais linda por falta de palavras...
com certeza, dia 7 de julho, de 2009...
Ao céu, nasceu uma estrela de nome Isabella!
JULHO 2009
QUERIDA ANA, BELÍSSIMO POEMA, OM UMA SENSIBILIDADE ÍMPAR... ABRAÇO-TE COM CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA
Ana
O dever da palavra no teu bonito poema! Os lados também têm gente para olhar!Obrigada pela reflexão!
Um beijo
Triste, mas de uma sensibilidade tocante, Ana.
Um beijo pra ti
Amiga Ana,
Mais um inesquecível momento poético que toca um dos problemas que devia afligir todo o Mundo, as Crianças; maltratadas, abusadas, abandonadas, condenadas à morte por fome,um sem fim de horrores...
Obrigada pela tua sensibilidade, mais uma vez bem patente no tema escolhido.
Beijinhos,
Ná
Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência.
Pablo Neruda
Desejo um belo domingo e uma linda semana.
Abraços
Querida Ana Martins:
Ando muito atarefada com o plano de contigencia do virus A.
Adorei este grito que dedica às crianças tão maltratadas pela vida e os homens públicos...
Beijos
Não pode, viver só as amarguras e tristezas, mas não pode olvidá-las, e alertar para essas situações é dever de todos nós. Agora colocar isso em poesia é que já não é para todos, mas a amiga fá-lo muito bem.
Um abraço e uma boa semana
Belissimo poema Ana. Verdades como punhos encerram as suas palavras.
Urge anunciar a dor de milhões de crianças por esse mundo. Pelas mais diversas razões: fome, maus tratos, prostituição, droga, guerras... é um desfilar de tormentos que não tem fim. Temos obrigação de ser arautos da mudança.
Um beijinho,
Maria Emília
A vida não somos só nós mas tua e todos os que estão ao nosso redor
bonito poema
beijinhos
Poema trsite mas com realidade.... poeticamente, um doce
Não queres, não podes, mas insistes...
E bem, porque a tua poesia é magnífica, querida amiga.
Para além da qualidade do que escreves, admiro a tua sensibilidade para os outros e a tua entrega.
Boa semana, beijos.
Que poema mais lindo.
Fantástico.
Tem uma sensibilidade poética que me faz comover pela sua pureza e beleza.
Parabéns sinceros.
NOTÁVEL.
Beijinhos
pena
Fico encantada com a poesia transparente que faz, onde encontramos muito do turbilhão de diferentes sentimentos que nos invade, em várias fases das nossas vidas, por vezes os quais, por não termos a transparência que uma poesia feita no silêncio não esconde, camuflamos o que nos vai na alma, da melhor forma possível, para não afectarmos os outros (?) ou para não nos magoarmos tanto.
E quando, esse turbilhão de sentimentos é provocado, por exemplo, pelo sofrimento duma criança, Deus meu, quanto dói.
Um beijinho, Ana e um bom dia.
Maria Letra
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